Domingo, 30 de Janeiro de 2005

Perdoas-me?

Ainda lembro quando perante um espelho te imaginava dentro de mim...De simples almofadas definia os contornos da minha barriga...Eras um lindo sonho!Um sonho de menina que se perdera no mundo da fantasia...Porque deixaste-me em poucos segundos?Porque permitis-te que naquele consultório se fizessem ouvir as palavras que tanto temia? O sentimento de perda foi inevitável, como as lágrimas que se fizeram sentir durante quatro longos anos...Como senti a tua falta Bebé...Contudo, hoje lamento ter acreditado na tua partida e que me havias pronunciado um Adeus...Consegues perdoar-me? Diz-me que sim...Quero adormecer na certeza de que um dia, diante de um espelho,diremos um ao outro: “Adoro-te, estarás sempre no meu coração!”.


Este artigo é dedicado a ti bebé...Que embora estejas longe de mim, sei que tal como eu ansiarás por minha chegada...

publicado por anjinhaaa às 15:08
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005

Como encarar a Infertilidade(Segundo especialistas)

"Os especialistas aconselham os casais inférteis a seguir determinadas estratégias que os ajudam, dia após dia, a lidar um pouco melhor com o problema:


Reconhecer a existência de uma crise:


A infertilidade é um problema não só difícil de enfrentar, como também, e sobretudo, de solucionar. Perante isto, o casal não deve negar a crise que vive, mas antes encontrar nisso uma fonte de força e coragem. Só através de trabalho de equipa (mulher e homem juntos) é possível superar o problema da infertilidade.


Evitar sentimentos de culpa:


O espírito de culpabilidade deve ser evitado a todo o custo, na medida em que é altamente destrutivo. De nada vale à mulher ou ao homem pensar naquilo que poderia ou deveria ter feito. O pensamento deve ser direccionado para o presente e futuro e não para o passado. Para lidar com um problema desta envergadura, há que olhar para a frente e não para trás.

Informar-se o melhor possível:


Antes de mais, o casal tem de tentar manter-se actualizado em relação às novidades que vão surgindo no contexto mundial acerca do problema da fertilidade. Por outro lado, não deve ter medo de perguntar seja o que for ao médico especialista que o acompanha, pois só assim pode adquirir as bases que lhe permite fazer as escolhas mais acertadas. É preciso não esquecer que a fertilidade é uma área da medicina em constante evolução e, muitas vezes o caso é ultrapassado.


Estabelecer um limite de tempo para o tratamento:


O tratamento da infertilidade não pode ser prolongado indefinidamente. Chega a um certo ponto que o especialista deve aconselhar o casal a ponderar sobre outras opções, nomeadamente a adopção. O casal, ele próprio, deve ter consciência que o tempo não lhe pertence, pelo que, depois de várias tentativas infrutíferas, o melhor é mesmo seguir em frente a apostar noutras alternativas. Avaliar o impacto financeiro do tratamento O tratamento da infertilidade – qualquer um deles – é bastante dispendioso, afectando significativamente as finanças do casal. O ideal é definir um plano de quanto é que se pode gastar e em quê. Isto tendo sempre em atenção que no tratamento da infertilidade as estimativas orçamentais são facilmente ultrapassadas.

Ser optimista, mas sem cair na utopia:


É preciso uma grande dose de optimismo para o casal enfrentar o tratamento da infertilidade. No entanto, há que permanecer realista, por forma a prevenir decepções de maior. Ser realista, sem deixar o optimismo de parte, é uma das melhores armas que o casal pode utilizar para ultrapassar o problema.

Colocar o problema em perspectiva:


Para que o tratamento da fertilidade não se transforme na razão de viver do casal, será aconselhável fazer um esforço para manter algumas rotinas diárias (actividades culturais, exercício físico, compras, etc) ou descobrir novas actividades, que ajudarão a criar alguma distância do problema e a colocá-lo em perspectiva. " (Citação)

publicado por anjinhaaa às 18:49
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005

Desejo de adoptar

Olá a todos...Seguindo a linha de pensamento do artigo anterior,achei pertinente colocar este testemunho cedido gentilmente por Paulo de Sousa,a quem muito agradeço pela sua disponibilidade...Um testemunho que fala de um casal que embora já tenha uma linda filha,não esconde o desejo de mesmo assim adoptar uma criança...


Tal como foi pedido, estou a colocar o depoimento sobre a vontade de
adopção!


Como no primeiro filho, começamos por conversar nas razões que nos levava a
crer ter mais um filho.
Temos uma menina com quase 3 anos, e achamos que seria bastante saudável
para ela e para nós a presença de mais um elemento por várias razões, então
começamos por ver os pós e os contras da situação!


Ao ver a forma como a nossa filha começa a interagir com as outras crianças
a ideia começou a crescer e é nessa altura que surge a ideia de ter mais um
filho!
A Sílvia, a minha esposa, expõe a vontade de adoptar afirmando que se sente
muito desconfortável por saber da existência de tantas crianças infelizes
por não terem um pai e uma mãe.


Admito que de inicio fiquei um pouco renitente, não por achar que seria
difícil amar esta criança mas por razões um pouco diferentes, como iria
explicar mais tarde que não éramos os país biológicos ou se iriamo ser
capazes de lidar e acompanhar este processo.


Se ter um filho já é um processo de mentalização consciente, adoptar também
o é pela mesmas razões e mais as ainda!
Mas depois de meditar muito, como poderia deixar de querer!
Então ficou decidido que seria a nossa via, adoptar.


São crianças como as outras, desejosas de serem amadas e amar, com vontade
de aprender e ensinar, partilhar as brincadeiras, as alegrias, as tristezas
e necessitam como todos nós de um porto de abrigo, uma família!


Tenho pena de não conseguir, de ter coragem, de adoptar uma criança mais
velha ou até mesmo uma criança doente ou com outro problema. Aí está uma
limitação que ainda tenho e espero que as outras crianças me perdoem por
isso, mas acredito que não saberia ainda lidar com isso.


Quando me foi pedido este depoimento, vem na continuação de um texto
colocado num fórum sobre o tema de infertilidade.
Nesse mesmo texto afirmo, mesmo sabendo ser um assunto complexo, que talvez
a questão por mais dolorosa que seja não passe pela materialização desse
”problema” mas talvez (existindo a vontade de ser mãe e pai, amar uma
criança) pela adopção.


Admito que na nossa cultura, principalmente latina, exista muito a ligação
da família, do “sangue”, mas temos de começar permitir que as barreiras
culturais se libertem e crescer no tempo. Estas crianças serão sempre nossos
filhos, a nossa mensagem será sempre transmitida e a nossa necessidade de
transmitir afecto ira acontecer na mesma.


Não vejo razão para todos nós não podermos contribuir de alguma maneira para
quebrar esta barreira, esta constante que existe e afecta os nossos futuros
Adultos, se todos contribuíssem de algum modo e nos disponibilizássemos um
pouco e admitíssemos ser um problema de todos e a todos diz respeito, talvez
alguns problemas deixassem de existir.


Como tudo na vida, temos de iniciar por algum lado este processo de
transformação, é uma realidade que vivemos tempos de introspecção, mas
também de um egoísmo introspectivo por isso o pouco que cada um consiga
contribuir nesta comunidade nas diversas áreas que nos afectam, irá aos
poucos modificar esta realidade e talvez quem sabe contribuir para um futuro
melhor para todos e principalmente para os mais pequenos!


Não sei se estão a par, por acaso fiquei a saber por uma noticia que
encontrei num jornal, os nossos jovens de hoje com idades a partir dos 12
anos começam a frequentar a discoteca à sexta-feira à noite, onde se iniciam
nas bebidas alcoólicas e no tabaco!
Fiquei chocado, por duas razões, por se permitir que exista um espaço de
frequência “infantil” e por pais tão permissivos.
Ter e Educar!


Boa sorte a todos e boa caminhada.


Paulo de Sousa

publicado por anjinhaaa às 12:08
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005

O sonho de uma Criança

Olá a todos...Hoje remeto-vos para um tema de algum modo polémico em Portugal:A Adopção!Infelizmente muitas são as crianças que anseiam por um dia terem uma família, por poderem pronunciar simples frases, mas tão marcantes em nossas vidas como: “És a melhor mãe do mundo” “Pai é bom saber que posso contar contigo!” Porém, esta realidade nem sempre é alcançada...O destino torna-se muitas vezes implacável e injusto...Afinal, quantos de nós perante as adversidades da vida, não gostamos de ser reconfortados com o amor de nossos pais?!Talvez muitos perguntem neste momento: “E quando na presença de nossos pais não podemos mesmo assim contar com eles? (por N razões)” Pois é, de facto é uma realidade muito presente nos dias de hoje...Contudo, nada na vida é linear...E no que se refere a esta existirá sempre inúmeros factores a considerar, tornando-se por isso difícil, que na linha de um pensamento todos eles sejam abrangidos...Por todas as crianças que sonham por um lar, é importante que a adopção (embora seja um processo muitas vezes difícil de vivenciar, pelo tempo que apresenta) não seja apenas um caminho a seguir em casos de infertilidade...Mas que seja fruto de um acto de amor...( Serei suspeita de tal afirmação, quando perante a infertilidade sempre fui induzida a adoptar?Talvez...Cada um julgará por si).
publicado por anjinhaaa às 11:52
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2005

O sofrimento de uma falsa esperança...

Olá a todos...Hoje vou abordar um tema com especial pertinência no “mundo da infertilidade”:O sofrimento associado a uma falsa esperança...
Na verdade no meu caso especifico a esperança foi sempre inexistente...A adopção foi desde logo o caminho que me induziram a seguir...No inicio foi muito difícil aceitar, ainda mais, perante a realidade de Portugal no que se refere aos processos de adopção...O sentimento de revolta era inevitável...Senti-me injustiçada pela vida,
afinal quantas crianças não são abandonadas logo após a nascença,quantas não são vitimas de maus tratos,chegando mesmo a morrer?!!E eu que tinha o grande sonho de ser mãe(na altura encarava a maternidade como o crescer da minha barriga...o sentir dentro de mim um ser a quem iria chamar carinhosamente de meu/minha filho(a)),deparava-me em pouco minutos com a noticia de que meu útero jamais suportaria uma gravidez...Contudo, hoje agradeço de certo modo que a esperança,neste âmbito,nunca tenha feito parte da minha vida...pois muitas vezes a esta está associada a angustia, ansiedade...Sentimentos destrutivos, que podem-nos levar a acreditar que nada mais faz sentido...A todas as mulheres que sofrem de infertilidade apelo para os limites da esperança!! Não permitam que o sonho de ser mãe se torne o sofrimento de suas vidas...Mãe jamais irá ser aquela que Gera um ser...mas a que ama esse mesmo ser!!
publicado por anjinhaaa às 23:17
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2005

Muita força

Olá eu sou a Fátima,tenho 22anos...e gostava de deixar meu testemunho a todas as mulheres que tal como eu não podem sonhar com o dia de serem mães...pelo menos como desejariamos...
Tinha 17anos quando me deparei com a dura realidade (na altura assim encarava a infertilidade) de não puder ter filhos...em segundos o mundo parecia ter desabado...julguei que nunca iria conseguir suportar a dor de não gerar um filho dentro de mim...pensei mesmo que a vida para mim havia terminado ali mesmo...com o tempo,após muitas recaidas,e um enorme apoio por parte de meus familiares e amigos,comecei a encarar a minha limitação...sim porque não considero ser um problema!Como muitas mulheres,senti-me inúmeras vezes inferior,e pensei que nunca faria ninguem feliz...contudo, hoje acredito que se muitas vezes nos olham como coitadinhas,é de algum modo culpa nossa...isto porque apartir do momento em que não nos aceitamos,ninguém nos vai aceitar...parte de nós mostrar ao mundo que somos iguais a qualquer outra mulher...Ninguém é inferior a ninguém...
A todas as mulheres que sofrem por este motivo apenas posso dizer:MUITA FORÇAAAA!!!
publicado por anjinhaaa às 16:41
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